Ensaio sensual

 Um ensaio sensual pede muita paciência, atenção e cuidado. De certa forma, você está entrando em uma área íntima da vida do seu cliente, portanto toda discrição da sua parte é fundamental. Você trabalha com o psicológico e a autoestima também, por isso muita cautela nessas horas.

 1- Primeira coisa (como sempre): Converse com sua cliente. Perceba sua personalidade, converse sobre suas vontades e desejos. Deixe sua cliente a vontade para falar sobre o que quiser e como sonha em realizar este ensaio sensual.

2- Sempre ouça e observe tudo com muita atenção e jamais diga que tal ideia é cafona, brega ou que ficará horrível. Palavras negativas ou contrárias podem travar sua cliente e aí fica bem complicado para desenvolver um trabalho bacana. Se caso ela der alguma ideia que você já sabe que não ficará legal, contorne a conversa e apresente outras ideias. Se caso a cliente insistir, faça o que ela deseja, porém inclua sua ideia ao longo do ensaio sutilmente, isso se você sentir que é permitido. Nunca force nada, nem mesmo suas ideias.

3- O ensaio sensual possui vários estilos, porém destaco três que acho que são os principais: Estilo Sexy, Estilo Romântico, Estilo Fetiche. Antes de fotografar, você precisa saber qual destes estilos mais se enquadram com sua cliente.

Estilo Sexy: Provavelmente sua cliente é mais aberta as ideias e produções ousadas, assim como as cores, vermelho, preto, pink, etc… Uma maquiagem mais pesada é uma boa pedida neste tipo de estilo. As poses também são mais ousadas e as fotos podem ser realizadas em lugares com pouca iluminação seja em estúdio ou externo. Motéis são bem vindos para este tipo de fotografia.

Estilo Romântico: Cores claras como nude, rosa, branco, dourado, assim como uma iluminação bem clara em ambientes que remetam suavidade. O ar de mistério e fantasia, mostrando sempre a sutileza da sensualidade. A vulgaridade passa longe a não ser que seja proposital e que sua cliente esteja ciente desta mistura romântico X vulgar, mas tudo isso é sempre definido pela cliente.

Estilo Fetiche: Neste tema você trabalha exatamente em cima daquilo que sua cliente quer e normalmente elas já tem em mente alguma fantasia. A partir daí é só desenvolver a ideia com ela, sempre trocando informações e expondo todo o tipo de ideia pra que tudo fique bem claro para ambas as partes. A iluminação e a produção vão de acordo com o fetiche, a fantasia. Este tema é possível trabalhar em cima de cenários e montar uma história para que se defina realmente o tema fetiche.

4- Este tipo de ensaio é sempre muito íntimo e quanto menos você expor sua cliente, melhor. Por isso evite levar uma equipe muito grande. E se ela quiser levar um acompanhante, permita, pois assim ela se sentirá mais segura. Mas lembre-se: quanto menos pessoas, melhor.

5- Mantenha sempre um contato amigável com a cliente, para que ela se sinta a vontade, acompanhe seu ritmo e não force poses. Comece com poses suaves e uma produção maior, ao longo da sessão ela estará mais a vontade e naturalmente vão surgindo poses e produções mais ousadas.

6- Além de lingeries, leve alguns tecidos leves e faça algumas fotos somente com os tecidos. Amarrações “mostra, não mostra” sempre dão certo.

7- Fotos de detalhes são bem vindas e trazem um ar de mistério para o ensaio. Clicks tanto das peças da cliente ou partes de seu corpo dão um ar de exclusividade para o ensaio, ou seja, são detalhes que você extrai que só sua cliente possui.

8- Leve sempre uma pesquisa de imagens para mostrar suas ideias, poses e atitudes. Imagens podem ser seu grande aliado nessas horas, muitas vezes sua cliente poderá se sentir tensa ou tímida, então não adiantará palavras nestas horas para explicar poses ousadas, é aí que entra sua outra alternativa.

9- Fotos espontâneas ficam lindas para este tipo de ensaio, portanto, converse, brinque, peça para sua cliente arrumar os cabelos, amarrar a sandália, ou fechar algum zíper por exemplo e aproveite esses momentos para fotografar.

10- Elogie sempre e verdadeiramente (claro) e quando você clicar uma foto linda não esqueça de mostrar. Quando o fotógrafo mostra apenas algumas fotos durante o ensaio, a tendência é da cliente se admirar e consequentemente sua auto-estima vai lá em cima! E essa é uma boa hora para clicar ainda mais, pois ela se sentirá feliz, segura e linda!

19 de agosto: dia internacional da fotografia

Boa tarde, pessoal!

Para comemorarmos o dia internacional da fotografia, nada melhor do que presenteá-los com as cinco fotografias mais famosas do mundo.

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Os Beatles atravessando a Abbey Road (1969)

A fotografia que imortalizou o fotógrafo escocês, Iain Macmillan, foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road, em Londres. Foram feitas seis fotos. Reza a lenda que o fotógrafo só teve dez minutos para clicar os músicos atravessando a faixa de pedestres da famosa rua londrina. Lennon teria dito: “Vamos tirar logo essa foto e sair daqui, deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas”. McCartney aparece de pés descalços na fotografia, fato que alimentou a lenda de que ele estaria morto, vítima de um acidente de carro três anos antes.

Fotografia: Iain Macmillan

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Einstein mostrando a língua (1951)

Einstein acabara de ser homenageado por seu aniversário de 72 anos. Diante da perseguição dos fotógrafos e repórteres que pediam que fizesse uma pose, o cientista mostrou a língua para demonstrar seu descontentamento com o assédio. Embora essa versão tenha sido confirmada pelo fotógrafo, existem outras teorias e hipóteses menos críveis, por exemplo, um suposto protesto antibomba atômica.

Fotografia: Arthur Sasse

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Menina afegã (1984)

Sharbat Gula tinha 12 anos quando foi fotografada durante uma reportagem da “National Geographic” sobre a ocupação soviética no Afeganistão. Se tornou uma das fotografias mais conhecidas do mundo. Em 2002, o fotógrafo Steve McCurry, autor da fotografia, reencontrou Gula, então, com 30 anos, numa região remota do Afeganistão. Ela não tinha a menor ideia do impacto que sua foto causou na civilização ocidental.

Fotografia: Steve McCurry

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O beijo da Times Square (1945)

Fotografia imortalizada pela revista “Life”. Durante o anúncio do fim da guerra contra o Japão, em 14 de agosto de 1945, o fotógrafo, Alfred Eisenstaedt, registrou um marinheiro beijando uma jovem mulher de vestido branco. A mulher foi identificada mais tarde, na década de 1970, como Edith Shain. A identidade do marinheiro permanece desconhecida e controversa. Mas está é apenas uma das versões.

Fotografia: Alfred Eisenstaedt

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Che Guevara — Guerrilheiro Heroico (1960)

Guevara participava de um memorial às vítimas de uma explosão de barco que matara 136 pessoas, quando foi fotografado por Alberto Korda, em 5 de março de 1960. Embora a autoria seja de Korda, a foto foi imortalizada pelo artista irlandês, Jim Fitzpatrick, que criou uma estampa em monotipia baseada na foto e a colocou em domínio público.

Fotografia: Alberto Korda

Fontes das imagens: Photographium, World’s Famous Photos, Life, Digital History, Listverse, Al Fotto, Tripwire Magazine, Photo Net, Photography Schools Online, The Pulitzer Prizes e World Press Photo.

História da fotografia mundial

Para darmos o start-up no blog Studio Rildo Cundiev, nada melhor do que contar um pouco sobre a história da fotografia no mundo.

história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Por volta de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. O físico e matemático, Alhazen, em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares, através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.

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Físico e matemático, Alhazen./Créditos: site Alquimía

Em 1525, já se conhecia o escurecimento dos sais de prata. No ano de 1604, o físico-químico italiano, Ângelo Sala, estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação das imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo.

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Físico e químico, Ângelo Sala./Créditos: site Grupo de Estudos

Em 1725Johann Heinrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo.

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Professor Schulze./Créditos: site Cotianet

Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata. Examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura.  Sculze notou também que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou um papel carbono no frasco e o expôs ao sol. Depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu, então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam.

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Máquina fotográfica Slomexa./Créditos: site Alquimia

O químico sueco, Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.

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Químico, Scheele./Créditos: site Answers

Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.

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Thomas Wedgwood./Créditos: site Dec.UFCG

Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo que os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz.

Porém, o francês, Joseph Nicéphore Niépce, descobriu o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, que, por sua vez, fica insolúvel sob a ação da luz e as sombras na base metálica.

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Joseph Nicéphore Niepce./Créditos: site Molecular Expressions

A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce,a qual encontra-se preservada até hoje no Harry Ransom Center da Universidade do Texas, EUA. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto, entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol, que, por sua vez, endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa. Entretanto, nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda, removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, que penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Após todo o procedimento formou-se uma espécie de imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

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Primeira fotografia feita por Niepce em sua casa, 1826./ Créditos: site Foto.EDU

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Câmera feita por Niepce./Créditos: site Foto Lower History

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.

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Louis-Jacques Mandé Daguerre./Créditos: site Fotomiter

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Processo Daguerreótipo./Créditos: site Foto Lowers History

Este processo consistia numa placa de ouro e prata, exposta em vapores de iodo. Dessa maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Essas imagens eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram, devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, que criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura. A imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio, resultando em um negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

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William Henry Fox Talbot./Créditos: site History Channel

O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Arche inventou em 1851, a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio.

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Frederick Scott Archer./Créditos: site History Channel

Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas.

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Richard Leach Maddox./Créditos: site Cotinet

Os irmãos franceses, Jean Niceforo e Claude Niepce, foram os primeiros a relacionar a imagem realizada com luz e uma câmera escura. Mas eles não foram os únicos investigadores desta atividade. Até os dias atuais, muitos pesquisadores ainda elaboram experimentos para aperfeiçoarem cada vez mais a fotografia para atingir a maior perfeição com o “ao vivo”.

Gostaram? Para ter mais informações, acessem o vídeo da History.

http://www.youtube.com/watch?v=GyNa1OdJJcg